sexta-feira, 30 de setembro de 2011

É HOJE !!!!!!!! - 17ª Seara da Canção Gaúcha em Carazinho



INDIADA, Hoje tem show do LEONEL GOMES na 17ª SEARA DA CANÇÃO GAÚCHA em Carazinho.

Certo que estaremos lá! UPAPAPAAAAAAAAAA

Muy buenas tardes
Señoras e señores
La campana....
Un palenque
El reservado
Y haciendo un costado
Dos cernos apadrinhadores

El ginete a montar
Es de los pagos del Rio Grande
Con su bombachita corta
La bueina bien p´al costado
Y en los talón atado
Dos trin trin de las espuelas.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O porque que AJUDO ANIMAIS tendo TANTA GENTE PRECISANDO...

Como surgiu a expressão Tchê!



Baita texto enviado pelo baita parceiro Marcos Antônio Bergamin, que na minha opinião é um dos melhores narradores de rodeio do Rio Grande.

Baita abraço TCHÊ!

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Há quem goze de nosso uso do termo “TCHÊ”, ache até chulo-grosseiro este linguajar. Se soubessem a sua origem, aí abaixo relatada, talvez mudassem sua opinião. 

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Como surgiu a expressão Tchê! 

Sotaques e regionalismos na hora de falar são conhecidos desde os tempos de Jesus. Todos na casa do sumo sacerdote reconheceram Pedro como discípulo de Jesus pelo seu jeito "Galileu" de se expressar.

No Brasil também existem muitos regionalismos. Quem já não ouviu um gaúcho dizer: "Barbaridade, Tchê"? Ou de modo mais abreviado "bah, Tchê"?

Essa expressão, própria dos irmãos do sul, tem um significado muito curioso.

Para conhecê-lo, é preciso falar um pouquinho do espanhol, dos quais os gaúchos herdaram seu "Tchê".

Há muitos anos, antes da descoberta do Brasil, o latim marcava acentuada presença nas línguas européias como o francês, espanhol e o português. Além disso o fervor religioso era muito grande entre a população mais simples.

Por essa razão, a linguagem falada no dia, era dominada por expressões religiosas como: "vá com Deus", "queira Deus que isso aconteça", "juro pelo céu que estou falando a verdade" e assim por diante.

Uma forma comum das pessoas se referirem a outra era usando interjeições também religiosas como: "Ô criatura de Deus, por que você fez isso"? Ou "menino do céu, onde você pensa que vai"? Muita gente especialmente no interior ainda fala desse jeito.

Os espanhóis preferiam abreviar algumas dessas interjeições e, ao invés de exclamar "gente do céu", falavam apenas Che! (se lê Tchê) que era uma abreviatura da palavra caelestis (se lê tchelestis) e significa do céu. Eles usavam essa expressão para expressar espanto, admiração, susto. Era talvez uma forma de apelar a Deus na hora do sufoco. Mas também serviam dela para chamar pessoas ou animais.

Com a descoberta da América, os espanhóis trouxeram essa expressão para as colônias latino-americanas. Aí os Gaúchos, que eram vizinhos dos argentinos e uruguaios acabaram importando para a sua forma de falar.

Portanto exclamar "Tchê" ao se referir a alguém significa considerá-lo alguém "do céu". Que bom seria se todos nos tratássemos assim. Considerando uns aos outros como gente do céu.

Um abraço, Tchê!

Regalo FOTO: macumbanaacademia.blogspot.com

Rodeio NACIONAL de São Marcos / RS - 08 a 11/12/2011



POEMA: "Resultado"

por Pedro Du Bois

Certos jogos gritam resultados
trancados em gargantas
afogadas em líquidos

reaparecem em esbirros
espirros
no acordo
desacordado em regras:

ao vencedor
cabe o barulho
infernal do nada
quantificado no instante.

Depois a vida segue o trajeto
previamente decorado: ao vencedor
resta a tênue lembrança
do que esquece


Regalo: pedrodubois.blogspot.com

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eduardo Rocha - CAVALGADA DOS EXTREMOS

Acesse também: www.eduardorocha.fot.br ou www.eduardorocha.fot.br/blog

Churrasco da Semana Farroupilha


por Rafael Kohanoski Ribeiro

Foi no 20 de setembro que vi o quanto representa a nossa tradição ao povo Santanense, em especial, ao CTG Jaime Caetano Braun. O CTG que leva o nome de um dos mais admirados ícones da história da cultura gaúcha, "O Pajador", poeta, compositor e um baita homem Jaime Caetano Braun, nascido em 30 de janeiro de 1924 na Bossoroca, na época distrito de São Luiz Gonzaga, e teve por fim da sua tão consagrada vida o dia 8 de julho de 1999 na capital do Rio Grande.

O CTG foi fundado no dia 30 de julho de 1999 com o principal objetivo de enaltecer o culto as tradições gaúchas, buscando desenvolver projetos sócio-cívico-culturais e tem como lema "União e Lealdade". E a união dos índios e das prendas deste CTG fazem com que o trabalho deles seja conhecido e reconhecido nos quatro cantos do Rio Grande, a paixão com que vimos os componentes do CTG servindo as pessoas que lá estavam no 20 de setembro, e em todos dias da Semana Farroupilha merece simplesmente o nosso PARABÉNS!!!

Na noite do 19 de setembro, simplesmente foram servidos mais de 700 jantares, um mexido de carne de ovelha de come de joelhos, antes de começa o arrasta-pé do Arrastapé (Grupo de música tradicionalista www.arrastapé.com.br ). Naquela ocasião podemos presenciar a preocupação da entidade no bem servir, e na proposta de plantar no coração dos jovens a semente do tradicionalismo, pois vimos as apresentações magníficas das Invernadas Artítiscas Mirim e Juvenil do CTG cultuando em forma de dança as nossas tradições.

No feriado do 20 de setembro, após fazer um desfile impecável com mais de 680 cavaleiros no maior Desfile Tradicionalista do mundo, a patronagem e seus colaboradores receberam na sua sede cerca de 1.300 pessoas, isso mesmo, 1.300 pessoas para confraternizar o churrasco do 20 de setembro.

Foram assados 680 kg de costela bovina pelos assadores Geci, Fabiano, Xisto Ernesto, Sérgio Reinaldo e o Davi, estes homens começaram a se mexer por volta das 6 horas da manhã para que estivesse tudo dentro dos conformes ao meio dia para receber todo esse público.

Fomos recebidos pelo Patrão da entidade, o Sr. Dilmair Ceolin, uma pessoa de simplicidade invejável e de um carisma por parte de todos que lá estavam que merece nosso reconhecimento de dizer que este sim é um verdadeiro GAÚCHO, por que estas são as verdadeiras qualidades do homem do Rio Grande.

Nos foi apresentado também à pessoa do Sr. Mauro Silva, caseiro da entidade e um dos fundadores do CTG, outra pessoa de qualidades simples e maduras.

As prendas, ahhh....as prendas, jovens de beleza ímpar e possuidoras de um brilho nos olhos que nos deixa certos de que as nossas tradições serão muito bem levadas ao futuro e o encontro de novas gerações para perpetuação do orgulho Farroupilha.

E o churrasco?? Bahhh...especial de primeira uma carne assada ao ponto de não sobra nem pro's cusco.

Bueno, para dar fim ao papo, fica a imagem que nunca mais vai sair da minha lembrança, a imagem da minha filha ao meu lado, tropeando tudo isso para trazer a vocês um pouco do que é este mundo, o nosso mundo do Tradicionalsmo Gaúcho. Vê-la ali ao meu lado, tipicamente vestida, e não por imposição, mas por amor verdadeiro e puro de uma criança pelo momento vivido naqueles dias, me faz pensar que esse amor e orgulho pela nossa história é incomparável a qualquer outro tipo de movimento ou culto que exista na Terra. E vocês sabem o que é mais interessante? Que no caso da Minha Prenda, a Cecília, ela é nascida em Santa Catarina, assim como tantos outros Catarinenses, Mato Grossenses, Cearenses, Americanos, Belgas, Franceses, Japoneses, que assim que conhecem a cultura do Nosso Povo Farrapo apenas... se apaixonam.

Santana do Livramento - Terra Farrapa
20 de setembro de 2011


Regalo: assadorgaucho.blogspot.com

NÃO FROXEMO O GARRÃO!!!!!!!!!!!


Baita prosa enviada pela parceira Patricia Bergamin.


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NÃO  FROXEMO  O  GARRÃO!!!!!!!!!!!

Durante o acampamento da Semana Farroupilha no Parque Harmonia, as principais lideranças do Estado do Rio Grande do Sul resolveram retomar a Revolução Farroupilha e enviaram uma mensagem a Brasília:

- "Cambada de frouxos: Estamos declarando guerra novamente para separar o Rio Grande do resto! Temos 85 mil Cavalos e 200 mil Homens Farroupilhas".

Brasília então responde:

"Aceitamos a declaração. O Exército brasileiro tem 380 tanques, 160 aviões, 98 navios e 2 milhões de soldados."

Após dois longos dias de intensa discussão, entre um chimarão e outro, a Gauchada responde:
- "Retiramos a declaração de guerra... Não temos como alojar tantos prisioneiros". 

Mazaaá índio velho!!!

sábado, 24 de setembro de 2011

CAVALOS



Ótimo motivo para iniciar bem meu final de semana.

Hoje abri minha caixa de emails e estava lá: ASSUNTO: "notícias". Quando iria deletar achando ser vírus vi que se tratava de um e-mail da amigaça Tânia Du Bois.

Sinceramente, eu estava com muita saudades da Tânia, colaboradora fundamental aqui do Na Hora do Amargo, onde, através de seus textos literários com ampla pesquisa e muito bem fundamentados, consegue de uma forma diferenciada exaltar a cultura de nosso estado.

Gracias Tânia pela colaboração.

Baita abraço.

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Caro Fernando,
espero que esteja tudo bem com você.
Uma colaboração para a Hora do Amargo.
Abraços,
Tânia
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CAVALOS
por Tânia Du Bois

“Se o olhar visse cavalos: / estar agora sob as crinas: /
estar acordado quando vê-los...” (Fernando J. Karl)

Ao passar por túneis que cruzam o tempo e guardam a parte das tradições é sempre interessante conhecer, lembrar e reler a história, com seus grandes momentos, como encontramos na obra O massacre dos Porongos & Outras Histórias Gaúchas, de Paulo Monteiro, onde rememora a história do Rio Grande do Sul, a formação daquele Estado, o povo e a cultura gaúcha. Ele trata do tema como riqueza cultural na busca pela verdade.

Voltando ao cavalo, ele é a insondável paisagem do campo. Seus movimentos parecem anunciar os atos de bravuras, que se fundem com a poesia e surpreendem no encantamento de seu galope, como encontramos em livro de Luiz Coronel, com ilustrações e capa de Paulo Porcella, ”Os Cavalos do Tempo/ galopam pelas colinas. / Trazem a manhã no lombo / e a cerração nas narinas...”

Cavalos representam o tempo de mudanças e, sem destruir o sólido espírito vitoriano, ainda predomina em terras rio-grandenses, fazendo parte da paisagem. Também, constituem outro passo da luta que vem da Independência para libertar e alegrar boa parte do povo.

“Sobre o toso do meu cavalo / tenho a visão de um mundo / onde sou completa, /
livre e sem qualquer preconceito. / simplesmente feliz!!” (Raquel B. Pires)

O tema cavalos gera palavras e sentidos, opiniões em termos literários. A grande preocupação dos escritores é revelar e desnudar a beleza do cavalo, juntamente com sua utilidade e tradições, desencadeando um processo de caracterização na história literária.

Armindo Trevisan, considerado referência na poesia gaúcha, escreveu, “... Teu cavalo é sonho do povo / que devasta flores, / e rola de olho em olho / pelos abismos do medo...”; Jorge de Lima, revela, “Era uma cavalo todo feito em lavas / recoberto de brasas e de espinhos. / Pelas tardes amenas ele vinha...”; e, Murilo Mendes completa, “Pela grande campina deserta passam os cavalos a galope. / Aonde vão eles?.../ São os restos de uma antiga raça companheira do homem / ...os cavalos fecham a curva do horizonte, / Despertando clarins na manhã.”

Escritores empenhados em desvelar o importante papel dos cavalos, no sentido de reviver parte da história como desafio, ostentam a motivação, a paixão por novos encontros, com a possibilidade da conquista, como encontramos no livro  Cavalos e Obeliscos, de Moacyr Scliar, onde conta as aventuras de um adolescente em cidade da campanha sul-rio-grandense.

Cavalos chamam a nossa atenção pela força e beleza, refletindo nas artes de escrever, de ler, de contar e de pintar. Nas palavras de Raquel B. Pires, ”Passei por tantas estâncias / Cada qual mais aprendi / Vi velhos contarem sonhos / Que estranhamente vivi / Todos eles partes da história / Que nem mesmo conheci...”