terça-feira, 29 de dezembro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Mercedes Sosa (1935-2009)

Em 1959 grava seu primeiro álbum, intitulado La voz de la zafra. Em seguida, uma performance no Festival Folclórico Nacional faz com que se torne conhecida entre os povos indígenas de seu país. Sosa e seu primeiro marido, Manuel Óscar Matus, com quem teve um filho, são peças chave no movimento musical da década de 1960 conhecido como nueva canción. Em 1965 lançou o aclamado Canciones con fundamiento, uma compilação de músicas folclóricas da Argentina. Em 1967 faz uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa e obtém êxito internacional. Em 1970 grava Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas com o compositor Ariel Ramirez e o letrista Felix Luna. Em 1971 grava um tributo à cantora e compositora chilena Violeta Parra, ajudando a popularizar a canção "Gracias a la vida". Mais tarde grava um álbum em homenagem a Atahualpa Yupanqui.
Nos anos seguintes, Sosa interpreta um vasto repertório de estilos latino-americanos, gravando tanto com artistas argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, quanto com internacionais como Chico Buarque, Daniela Mercury, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gal Costa, Sting, Andrea Bocelli, Luciano Pavarotti, Nana Mouskouri, Joan Baez, Silvio Rodríguez e Pablo Milanés. Mais recentemente, grava com a colombiana Shakira, cantora latino-americana de maior sucesso no exterior.
Após a ascensão da junta militar do general Jorge Videla, que depôs a presidente Isabelita Perón em 1976, a atmosfera na Argentina tornou-se cada vez mais opressiva. Sosa, que era uma conhecida ativista do peronismo de esquerda, foi revistada e presa no palco durante um concerto em La Plata em 1979, assim como seu público. Banida em seu próprio país, ela se refugiou em Paris e depois em Madri. Seu segundo marido morreu um pouco antes do exílio, em 1978.
Sosa retornou à Argentina em 1982, vários meses antes do colapso do regime ditatorial como resultado da fracassada guerra das Malvinas, e deu uma série de shows no Teatro Colón em Buenos Aires, onde convidou muitos colegas jovens para dividir o palco com ela. Um álbum duplo com as gravações dessas performances logo se tornou um sucesso de vendas. Nos anos seguintes, Sosa continuou a fazer turnês pela Argentina e pelo exterior, cantando em lugares como o Lincoln Center, o Carnegie Hall e o Teatro Mogador.
O repertório de Sosa continuou a ampliar, tendo gravado um dueto com a sambista Beth Carvalho, entitulado "So le pido a Dios", cada uma cantando em seu idioma. Em 1981 gravou o sucesso "Años" com o cantor cearense Fagner. Seu último álbum, Cantora, traz duetos com artistas que são referência na música latino-americana.
Sosa morreu aos 74 anos de idade em 4 de outubro de 2009, às 5h15min (horário local), em Buenos Aires. Ela foi internada no dia 18 de setembro na Clínica de la Trinidad, no bairro de Palermo, por causa de um problema renal. Seu quadro piorou a partir do momento em que teve complicações hepáticas e pulmonares. Em seus últimos dias, foi mantida sedada, respirando com a ajuda de aparelhos. Seu corpo foi velado no Congresso Nacional, em Buenos Aires, e foi cremado no cemitério da Chacarita no dia 5.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Fabiano Bacchieri - Os Olhos do Meu Cavalo
Musica loka de Buena.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Modos e significados de atar a cola do cavalo
Modos e significados de atar a cola do cavalo
Leônidas de Assis Brasil (Dedicado ao eng.º agr.º Roberto C. Dowdall).
Artigo publicado nos Anais da ACCC n º 13 – julho 1942
O gaúcho riograndense tem o hábito e lhe causa gosto especial – como que fascinação – de “andar de cola atada”, como ele mesmo diz na gíria campeira. Ele imagina, mentalmente, que cada modo cause um dado efeito nesse imemorial hábito simbólico do peão de estância, no Rio Grande do Sul, onde o próprio autor deste ensaio vagou campo fora em ocasiões por espaços de dias, há mais de 50 anos, desde que “me conheci por gente” pastoreado gados, “aquerenciado” ou reunido a tourada de 4 e 5 anos, ás vezes “bagual”, para castrála após o clássico adelgaço.
Esses touros, verdadeiras feras, sem costeio algum, eram postos em lugar plano, sem sanga, circundados por quinze, vinte ou mais gaúchos, os quais entravam de um a um no rodeio para enlaçar o seu escolhido ou tira-lo campo fora.
Montando em cavalos Crioulos que regulam de 1m,42, porque se escolhia o reprodutor baixo, comprido e de boa periferia – todos traziam atada a cola de seu corcel, o que o campeiro muito considerava, dizendo textualmente: “Meu cavalo é como um pensamento”, expressão até hoje usada por tradição e com orgulho.
Como se vê em linhas gerais, a cola atada embora não trazendo vantagem maior para o serviço, era mais um hábito e, especialmente, um ornamento, como pode ser o tirador, o lenço ao pescoço, ou extensivamente, no homem o anel, e na mulher, a pulseira e a própria pintura nos lábios, cuja frivolidade as mulheres de toda a esféra social adotam e está como epidemia – se é que pode ser considerada doença.
O uso do tirador, entretanto, tem função de utilidade, principalmente o de feito de antigo – regulando 2 palmos de largura por 3 e meio de comprimento, ou seja retangular. O material usado era um couro de terneiro, bem sovado, ou de animais selvagens, – guarachaim (sorro), gato palheiro, jaguatirica, capivara, etc. Mas, o mais apreciado, cara terístico e de muita duração, é o tirador de couro de lontra. A utilidade deste ornamento, usado por cima do chiripá, sobre a cintura, destina-se a passar o laçar ou pialar um animal.
Atualmente os tiradores são enormes couros curtidos, demasiadamente compridos e incomodos, prejudicando a agilidade do gaúcho, qualidade inerente ao homem de campo. Em paralelo a essa lamentável deturpação de nossos hábitos gaúchos, outros se têm introduzidos por mal entendimento: – A bombacha de uso do verdadeiro campeiro era estreita e não o exagero incomodo que a mocidade usa hoje por baixo do enorme tirador, que tolhe os movimentos e não tem significado prático algum. E note-se que, com muito poucas exceções, o homem de campo que usa esses exageros é sempre um péssimo campeiro ; não sabe carnear uma rês, é um mau laçador, não é identificado com o seu cavalo e descura das árduas funções das lides do campo, que exigem o homem simples e observador, moderado e vivo, sóbrio e de bom humor – sem a mínima preocupação do que usa e do que veste: são costumes hereditários alheios a sua percepção.
Atar a cola do redomão (cavalo de mais de três galopes) é usado para tirar as cócegas do mesmo. Usa-se, também, em tempo de grande chuvas, para passar em pântanos, evitando embarrar a cola.
‘Mais do que, porém, a estultícia da pintura dos lábios ou o beiço furado da selvagem, ou ainda o talho no rosto do negro africano, – a cola atada, em suas diversas modalidades – tem para o gaúcho um significado especial e tradicional.
O cavalo com a cola atada – por uma impressão nervosa que se comunicará ao sistema muscular e a todo o aparelho locomotor, – fica como mais ágil sentindo esse efeito.
Os 10 principais modos em voga atualmente para atar a cola são conhecidos por:
1 – Bailado
2 – Negro Velho
3 – Nó de Capataz (Para arrocinar cavalo)
4 – Passeio em carreira
5 – Corneta ( Essencialmente para corrida de cavalhadas, festas tradicional dos cidadão rio-grandense)
6 – Moço bonito (Para ver a noiva)
7 – Seguranças (Atado ao cavalo do amo, pelo seu peão ou capanga)
8 – Uruguaio (Usado no Rio G. do Sul mais para passeio)
9 – segurança
10 – Nó ligeiro(Para recolhidas ou apartes de rodeio)
TEXTO RETIRADO DO SITE http://www.chasquedoconhaque.com.br/
terça-feira, 4 de agosto de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
PAIXÃO CÔRTES
segunda-feira, 25 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Ainda estamos em Maio mas a mensagem é loca de buena

terça-feira, 12 de maio de 2009
NÓ DOS LENÇOS
NÓ TRADICIONAL: comum ou getulista, por ter sido usado pelo Presidente Getúlio Vargas, foi adotado pelos chimangos, sendo, portanto, feito em lenços de cor branca.
NÓ QUADRADO OU DOMADOR: foi adotado por Assis Brasil, que era maragato, sendo usado nas cores vermelha ou preta (luto)
NÓ FARROUPILHA: também conhecido como bago de touro, usado nas cores farroupilha ou preto (luto)
NÓ ou TOPE FARROUPILHA: muito usado em 1935 em diante pelos revolucionários farrapos.
NÓ APAIOXONADO OU NAMORADO: usado em qualquer cor de lenço.
NÓ DOIS TOPES: sem conotação política e pode ser feito em qualquer cor de lenço.
NÓ PACHOLA: por representar a alegria, pode ser usado em qualquer cor de lenço, exceto a preta, que significa tristeza ou luto.
NÓ CRUCIFIXO: usado somente em festas religiosas, podendo ser atado em lenço de qualquer cor.
A VINCHA
DICIONÁRIO GAÚCHO
Também chamada de barrigueira, a Chincha é a segurança total dos arreios. A Chincha deve ser apertada no cavalo de acordo com o trabalho à realizar. Se for para arrastar um barril de água ou lenha no mato, a Chincha deve ser colocada bem no sovaco. Porém se for para o trabalho de laçar uma rês, deve ser apertada sobre o osso do peito. Para passeio ou viagem, deve ser posta bem no meio da barriga do cavalo.
RABICHO
O Rabicho é mais uma peça para a segurança dos arreios, pois evita que estes corram para o pescoço do cavalo. O Rabicho é mais usado nas zonas onde existe elevações e baixadas. Tanto a peiteira como rabicho, fazem parte do preparo e ambos devem figurar em um cavalo encilhado de bom gosto.
ILHAPA
É a parte mais grossa do laço, presa a argola, tendo de quatro a cinco palmos de comprimento. A Ilhapa é feita separadamente do corpo do laço e a ele ligada por uma trama especial. O peso da Ilhapa tem, também importância no manejo do laço, influindo nas condições de equilíbrio necessárias a perfeita movimentação da armada.
PEALO DE CUCHARRA
Pealo é o ato de laçar o animal pelas mãos, quando este vai correndo, o que lhe ocasiona um soberbo tombo. Chuchara no espanholismo diz-se colher.
CAVALO QUEBRADO NA BOCA
É aquele que por maus tratos do cavaleiro a golpe e sofrenaço, ficou com uma lesão na mesa da queixada. É um cavalo sem confiança, pois quando exigido no freio, escapeteia para os lados e se desgoverna.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Causos Gauchescos¹ - A chegada do trem no campo
Lisana e Paulo Bertussi
No final dos anos quarenta, início de cinquenta, empenhava-se o exército brasileiro, com seu batalhão ferroviário, em completar a ligação de Porto Alegre a São Paulo. E os trilhos iam cortando os Campos de Cima da Serra na região de Vacaria em direção à Lages. E lá passavam pelos campos de grandes fazendeiros.
Pela fazenda da Jaguatirica, de propriedade dum tal de Herculano da Luz, cruzou o trilho em grande extensão. E o Dr. Herculano, que morava em Porto Alegre, determinou a construção de alambrados no decorrer da cerca, para proteger o gado, antes que chegasse o tal de trem.
Vindo de Porto Alegre, inspecionou o serviço e viu que não ia dar tempo: antes de terminar a cerca seria inaugurada a linha do trem! Então ele resolveu contratar diversos posteiros, para que, sabendo quais os rumos, os dias e horários em que o trem deveria passar, cuidassem de afastar o gado de perto dos trilhos.
Assim que, entre os posteiros, arranchou-se um tal de Chico Manco, tido como vadio e muito conversador. E, já na primeira viagem, deu-se a tragédia! Veio o trem e atropelou mais de uma dezena de cabeças de gado. Sabedor da má notícia, o Dr. Herculano foi aos fundos da fazenda tirar satisfações do Chico Manco:
- Mas como foi isso Chico?
E o posteiro, senhor de si, com a voz bem entonada explicou:
- Olha Dr... tivemo sorte!
- Como tivemos sorte?! Vem o trem e, na primeira viagem, lá se vão quinze cabeças de gado!
- Tivemo sorte, Dr. Herculano, pois o bicho resolveu cruzá de cumprido! Pois se ele vem de atravessado não sobrava nem eu prá lhe contá a história.
O surgimento do Movimento Tradicionalista Gaúcho
Para preservar o legado dos antepassados, a entidade estudantil fundou o seu Departamento de Tradições Gaúchas, representado por diversos alunos com trajes característicos e montados em pingos. No dia 7 de setembro daquele ano, antes de ser extinto o Fogo da Pátria, os cavaleiros desse departamento transportaram até o velho casarão do Julinho uma centelha de fogo, que ficaria ardendo até 20 de setembro.
No período de 7 a 20 de setembro passou a ser realizada a chamada Ronda Gaúcha e, no seu decorrer, foram promovidos diversos eventos sobre temas regionais e folclóricos. O primeiro a presidir o DTG foi o próprio Paixão Côrtes.
Entre as atividades estabelecidas pelo departamento para cultivar as tradições gaúchas estavam bailes, concursos de danças, trajes típicos, fotografia, literatura, desenho, publicação de artigos no jornal do Julinho, palestras com intelectuais e provas campeiras.

clarim do tempo em vigília que se amansou pela crença
do índio que em renascença voltou ao campo em teu nome
porque morrer não consome que fez do campo querência!"
.

Me levou direto as fontes das morenas do rincão
Se o vô me disse, quem sou eu ra duvidar
Dessas coisas de domar o velho sabe a lição
Xergão surrado, Paysandú, pelego e braço
Na certeza do laçaço, a coragem meu irmão!"
REVOLUÇÃO FARROUPILHA - Italianos foram atraídos pelos ideais farroupilhas
Os italianos revolucionários haviam chegado à América do Sul antes mesmo do início da Guerra dos Farrapos, dedicando-se principalmente a atividades comerciais e à navegação. Dentre eles muitos eram carbonários, membros da sociedade secreta que atuava na Itália, França e Espanha no início do século XIX e que pregava a adoção do sistema republicano. Essa sociedade derivava da franco-maçonaria, e foi formada para lutar contra o domínio napoleônico no reino de Nápoles (1806 a 1815).
Depois, passou a lutar contra os soberanos italianos restaurados após 1815, e organizou levantes e atentados sem maiores conseqüências. A partir de 1818 o carbonarismo começou a ser difundido na França, onde conquistou os bonapartistas liberais. Organizados em lojas (como na maçonaria), seus membros arquitetaram numerosos complôs, entre 1818 e 1822, contra os Bourbons que haviam voltado ao trono. Todos fracassaram.
A causa da Revolução deve ter seduzido a esses homens, habituados aos atentados, complôs e lutas. E cerca de cinqüenta italianos - provavelmente em sua maior parte carbonários - participaram da Guerra dos Farrapos. Alguns se destacaram, como o Conde Tito Lívio Zambiccari, que era ajudante de campo e secretário do presidente farroupilha, e que foi preso em 1836, no combate do Fanfa, junto com Bento Gonçalves.
A captura de Zambiccari, a princípio lamentável, terminou por trazer benefícios para a Revolução. Transferido para uma prisão no Rio de Janeiro, entrou em contato com Garibaldi e Luigi Rosseti que, animados pelo que ele contava, alistaram-se nas tropas farroupilhas. Luigi Rosseti veio a ser co-editor do jornal farroupilha "O Povo", e também foi secretário-geral da República Juliana (em Laguna).
Garibaldi, por sua vez, teria uma trajetória rica em aventuras. Nasceu em Nice (que então era italiana), em 1807. Antes de vir para o Brasil, participou do movimento Jovem Itália, de idéias republicanas, coordenado pelo general Mazzini. Comprometido em uma tentativa de ataque a Gênova, fugiu para o Brasil em 1836. Logo conheceu Zambiccari, e decidiu vir lutar no Rio Grande.
Aqui, recebeu em 14 de dezembro do mesmo ano a autorização do governo farroupilha para realizar o corso, isto é, para atacar, de barco, navios e propriedades inimigas, apossando-se de seus bens. Para poder executar essa tarefa, recebeu o posto de capitão-tenente, e foi-lhe determinado que coordenasse o armamento de dois lanchões que estavam sendo construídos no estaleiro farroupilha, no rio Camaquã. Cada um desses barcos, quando pronto, tinha duas peças de bronze e uma tripulação de 35 homens. Um deles foi comandado por Garibaldi, outro por John Griggs, um americano que também havia sido seduzido pela causa farroupilha.
Com esses dois barcos, Garibaldi iniciaria sua guerra de corso na Lagoa dos Patos. Aproveitando-se do fato de suas embarcações serem pequenas, e portanto poderem transpor os bancos de areia que dificultavam a navegação dos navios - de maior porte - da Marinha Imperial, Garibaldi atacava as estâncias de legalistas que estavam nas margens da lagoa, apossando-se de cavalos, mantimentos etc.
Em julho de 1839, após coordenar a epopéia de transporte dos lanchões por terra, participou do ataque a Laguna, em Santa Catarina. Ali, conheceu Ana Maria Ribeiro da Silva, que passou à história como Anita Garibaldi, e que iria acompanhá-lo por toda a sua vida.
Quando Garibaldi a encontrou em Laguna, Anita era casada com Manuel Aguiar, a quem deixou para seguir Garibaldi. Desde o início, revelou-se a companheira ideal para o revolucionário, participando com extrema bravura dos combates de defesa de Laguna contra os imperiais. Em 15 de novembro de 1839 foi presa, no combate de Curitibanos, mas fugiu atravessando o rio Canoas a nado, agarrada à crina de seu cavalo, indo assim se reencontrar com Garibaldi em Vacaria. No Rio Grande deu à luz a seu primeiro filho, Menotti, e continuou a combater ao lado de Garibaldi até que este, em 1842, deixou as tropas farrapas, indo para Montevidéu.
REVOLUÇÃO FARROUPILHA - Os lanchões de Garibaldi pelos campos do RS
"Não existe a menor dificuldade na expedição por mar a Laguna. Mande-me o general alguns carpinteiros e a madeira necessária para a construção de quatro grandes rodados e cem juntas de bois carreiros para a tração das rodas, e eu farei transportar os Lanchões até Tramandaí, se Deus quiser", disse Garibaldi numa reunião do alto comando farroupilha. Ele levou os dois lanchões até o rio Capivari cerca de dois quilômetros adentro antes de sua foz na Lagoa dos Patos, e em menos de sete dias comandou a montagem dos rodados e das pranchas sobre as quais os lanchões foram colocados, para serem movimentados por terra até Tramandaí. Eles foram puxados cada um por juntas de cem bois.
Em Tramandaí, após reparos rápidos que não levaram três dias, os lanchões foram lançados no rio Tramandaí e dali seguiram para o mar e para o ataque às forças imperiais que estavam acantonadas em Laguna. Entre o rio Capivari e o rio Tramandaí, através de campos, areais e banhados, foram percorridos cerca de cem quilômetros entre os dias 5 de junho pela manhã e a tardinha do dia 11 desse mês, sem que as forças imperiais tivessem a mínima suspeita do que estava acontecendo.
Em Laguna, enquanto os "patos" de Garibaldi atacavam por mar, os homens do general David Canabarro investiam por terra, conseguindo dominar rapidamente a cidade e conquistando um importante porto para os farroupilhas, que nunca conseguiram se apoderar de Rio Grande e São José do Norte.
Os lanchões Seival e Farroupilha deixaram o rio Capivari no ponto onde esse rio é cruzado, no momento, pela RS-040, cerca de mil metros antes do posto da Polícia Rodoviária em Capivari, que está no cruzamento dessa rodovia com o início da chamada Estrada do Inferno. Para quem vai de Porto Alegre em direção a Capivari, há um marco logo depois da ponte sobre o rio Capivari, à esquerda, indicando o local considerado como o início da movimentação terrestre das embarcações do grupo comandado por Garibaldi.
Já no rio Tramandaí os lanchões voltaram a ser colocados na água nas proximidades da ponte antiga que liga Tramandaí a Imbé, onde na temporada de veraneio centenas de pessoas passam o dia pescando sardinhas e bagres. Na passarela para pedestres entre as duas pistas da avenida Fernandes Bastos, no lado do município de Tramandaí, há um marco indicativo do feito de Garibaldi, colocado, juntamente com o de Capivari, quando da comemoração do sesquicentenário da Revolução Farroupilha. Uma réplica do Seival ainda pode ser vista em Tramandaí, no Parque Histórico General Manuel Luiz Osório.
Um pouco de cultura e história do RS
Esse quadro foi modificado com a chegada dos padres jesuítas que, no início do século XVII, na região formada pelos atuais estados do Rio Grande do Sul e Paraná, e pela Argentina e Paraguai, fundaram as Missões jesuíticas. Nelas se reuniam, em torno de pequenos grupos de religiosos, grandes levas de índios guaranis convertidos.
Procurando garantir a alimentação desses índios, os jesuítas introduziram o gado em suas reduções. O clima e a vegetação propícios fizeram com que o gado se multiplicasse. Com isso, a região passou a oferecer dois atrativos para os que apresavam índios: além deles, havia também o gado. Até 1640 várias expedições vindas de São Paulo estiveram no Rio Grande, para capturar índios e gado, provocando o desmantelamento das Missões existentes no atual Estado. Nessa época os índios, comandados pelos jesuítas, derrotaram os chamados bandeirantes e as missões tiveram mais de cem anos de paz.
Ao final do século XVII, devido aos constantes conflitos de fronteira entre Portugal e Espanha, os jesuítas resolveram concentrar a população indígena convertida em uma área que consideravam mais segura, e escolheram a zona localizada na região noroeste do Rio Grande do Sul. Foram criados os "Sete Povos das Missões". Mas a prosperidade desses povos, que funcionavam independentemente das coroas portuguesa e espanhola, terminou por decretar o seu fim. Em 1750, um tratado firmado entre os dois países estabeleceu que a região das Missões passaria à posse de Portugal, em troca da Colônia de Sacramento, que havia sido fundada pelos portugueses em 1680 nas margens do Rio da Prata, defronte a Buenos Aires. Embora tenha havido resistência por parte de padres e índios, as Missões foram desmanteladas. Mas deixaram um legado que, por muito tempo, seria a base da economia do Rio Grande do Sul: os grandes rebanhos de bovinos e cavalos, criados soltos pelas pradarias.
Esses rebanhos atrairiam os colonizadores portugueses, que passaram a se instalar na região de forma sistemática a partir de 1726. A descoberta das minas de ouro em Minas Gerais iria, posteriormente, criar uma grande demanda pelo gado da região, e consolidou a ocupação do território. Nessa época, a célula básica da comunidade gaúcha eram as estâncias, sempre com grandes extensões, onde o gado era criado.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Má que tal o BT??? Ali que me refiro.
Ricardo Martins - Doma Gaucha
Linda obra interpretada por Ricardo Martins na 26ª Coxilha Nativista, festival que ocorre anualmente na cidade de Cruz Alta, canção que relata nada mais e nada menos que a doma gaúcha, embretando vaca e lidando com o pingo na mangueira. Vale a pena conferir.
Lisandro Amaral e Jari Terres - Porteira a fora
sábado, 25 de abril de 2009
1º Rodeio Acolherado, em Bento Gonçalves
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Ginete de Pelotas conquista carro no Rodeio Internacional
Natural de Pelotas, Ferreira venceu seus oponentes numa competição pra lá de acirrada. Na grande final, na qual ficaram apenas os cinco ginetes com melhor pontuação, ele mostrou habilidade no lombo do cavalo Gaúcho, um dos mais temidos do torneio, e levou pra casa o carro zero quilômetro, o primeiro de sua carreira.
“Quem tem um sonho, mesmo que caia, não deve desistir, pois um dia Deus manda um raio de luz e o sonho se realiza”, disse o ginete Ferreira.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O Estribo Pampa
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Não têm pra loKo.........
FINAL LAÇO QUINTETO ( no nosso caso era quarteto ehehe)
FINAL DUPLA DO RODEIO, ÚLTIMA VOLTA
terça-feira, 14 de abril de 2009
PRINCIPAIS TRADICIONALISTAS
JOÃO CEZIMBRA JAQUES - Militar, ensaísta nascido em Santa Maria. É o patrono do tradicionalismo gaúcho. Pioneiro da afirmação gaúcha.
JOÃO SIMÕES LOPES NETO - Jornalista, teatrólogo, contista, folclorista nascido em Pelotas. Deixou rica obra literária, como Contos Gauchescos, Casos do Romulado, Lendas do Sul.
JOÃO CARLOS PAIXÃO CORTES - Pesquisador, folclorista, cantor e ensaísta, nascido em Livramento. Ajudou a fundar o CT 35, publicou o "Manual de Danças Gaúchas", extensa produção literária.
GLAUCO SARAIVA - Poeta regionalista nascido em São Jerônimo. Um dos pioneiros do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Autor da Carta de Princípios do MTG.
LUIZ CARLOS SARAIVA LESSA - Advogado, jornalista, historiador e compositor, nascido em Piratini. Possui obra literária invejável. Foi secretário da cultura do Estado, compositor das músicas Negrinho do Pastoreio, Quero-quero, Balseiros do Rio Uruguai, Levanta Gaúcho. Possui vários trabalhos literários.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Mateando...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
Destaque do prêmio Acorianos

Mesmo sem o resultado final, o Prêmio Açorianos de música já revelou alguns destaques. O maior deles é o projeto Buenas e M'Espalho,que emplacou seis dos 12 finalistas nas quatro categoriais do gênero regional. A lista dos indicados foi divulgada ontem.
Shana Müller e Cristiano Quevedo concorrem em "intérprete" e Paulo Goulart e Felipe Alvarez em "instrumentista". Érlon Péricles disputa o troféu de melhor compositor e o CD do grupo está entre os indicados como melhor disco.
Já Marcello Caminha, que integra a banda de César Oliveira & Rogério Melo, concorre com o CD Influência em três categorias do gênero instrumental: compositor, instrumentista e disco.
Outro destaque regional da lista dos finalistas é o CD A Marca do Rio Grande, dos Monarcas, que disputa o Açorianos de melhor disco juntamente com Mano Lima (Destino da Gente) e Buenas e M'Espalho. Gildinho, o gaiteiro dos Monarcas, também concorre como melhor instrumentista. Os vencedores em cada categoria serão conhecidos no dia 28 de abril, em Porto Alegre.
Compositor
Luiz Carlos Borges - CD Itinerário de Rosa
Ricardo Martins - CD Coza de Loco
Érlon Péricles - CD Buenas e M'espalho Intérprete
Shana Muller - CD Buenas e M'espalho
Cristiano Quevedo - CD Buenas e M'espalho
Vanessa de Maria - CD Perfume Del Sur Instrumentista
Paulo Goulart - CD Buenas e M'espalho
Felipe Alvares - CD Buenas e M'espalho
Gildinho - CD A Marca do Rio Grande (Os Monarcas)Disco
Buenas e M'espalho - Buenas e M'espalho
A Marca do Rio Grande - Os Monarcas
Destino da Gente - Mano Lima
fonte Blog Roda de Chimarrão
domingo, 1 de março de 2009
Ruínas da Igreja de São Miguel das Missões

Os jesuítas viram-se numa situação delicada: se apoiassem os indígenas seriam considerados rebeldes; se não os apoiassem perderiam a confiança deles. Uns permaneceram ao lado da coroa, mas outros, como o Padre Lourenço Balda, da Missão de São Miguel, apoiaram os nativos, organizando a resistência desses índios à ocupação de suas terras e à escravização.
Os indígenas missioneiros opuseram-se à decisão do Tratado de Madri por não se considerarem bens permutáveis à disposição dos caprichos de monarcas europeus e por acreditarem que as terras lhes haviam sido reservadas por Deus, por intermédio de São Miguel Arcanjo. Contrários às idéias da comissão deram início à luta por ação armada. Em janeiro de 1756, 1700 espanhóis e 1600 portugueses, rebocando 10 canhões, invadiram as Missões. Na Batalha de Caiboaté, momento culminante dessa guerra, centenas de missioneiros foram massacrados, poucas baixas se registrando nos exércitos invasores. Foi-lhes fácil derrotar a desorganizada armada guarani, mobilizados em torno de seu herói o índio Sepé. Sepé - Tiaraju foi um índio guarani de São Miguel das missões, que organizou guerrilhas para impedir o avanço dos exércitos português e espanhol na denominada Guerra Guaranítica, nos anos 1754-1756.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
ÉRICO VERÍSSIMO - O TEMPO E O VENTO
